Sedese realiza oficina para fortalecer o serviço de Família Acolhedora em Minas Gerais
Iniciativa reúne gestores e equipes técnicas para construção de estratégias para consolidar o acolhimento familiar

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) fortalece a rede de proteção social em Minas Gerais ao qualificar cerca de 120 gestores e técnicos municipais no serviço “Família Acolhedora”. A capacitação, realizada na Cidade Administrativa, permite que os municípios aprimorem agora os fluxos de atendimento, garantindo um acolhimento mais efetivo e humanizado em todo o estado.
Esse suporte técnico oferecido pela Sedese faz parte da campanha permanente para expandir o acolhimento familiar em Minas. A ação também caminha lado a lado com o investimento do governo estadual de quase R$ 500 mil para apoiar a execução do serviço em 16 municípios estratégicos, distribuídos pelas regiões dos Vales do Mucuri, Rio Doce, Jequitinhonha, além da região Oeste de Minas, Sul/Sudoeste e Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social em exercício, Ricardo Alves, destacou a relevância desta ação para a consolidação da rede de proteção social: “A garantia do direito à convivência familiar e comunitária exige o trabalho permanente das políticas públicas e da atuação articulada entre Estado, municípios, Sistema de Justiça e rede de proteção”, enfatizou o secretário.
“Estamos reafirmando o compromisso com o apoio técnico aos municípios, promovendo qualificação, troca de experiências e construção coletiva de estratégias para o fortalecimento do Serviço de Família Acolhedora em Minas Gerais”, ressaltou o secretário Ricardo Alves.
O evento reflete o papel do Estado para além do cofinanciamento, e reforça a importância da qualificação contínua para aprimorar os fluxos de atendimento e da articulação em rede.

Parceria para fortalecer o serviço
A grande procura pela formação demonstra o interesse dos municípios pela temática. Com o tema “Construindo Caminhos para o Direito à Convivência Familiar”, a oficina conduzida pela Subsecretaria de Assistência Social (Subas) contou com duas turmas.
No dia 20/5, as atividades foram exclusivamente para aos municípios que já contam com o cofinanciamento estadual. Já no dia 21/5, a capacitação foi voltada para as cidades que não recebem repasses diretos do Estado, mas que já executam ou estão estruturando o serviço.
O diretor do departamento de Assistência Social de Alpercata, no Vale do Rio Doce, Jorge Gomes Júnior, participou do primeiro dia da oficia. O gestor destacou a importância do apoio técnico oferecido pela Sedese.
“É muito gratificante ter oficina, onde a gente pode compartilhar experiências e vivências das nossas práticas. Sabemos que esse serviço de família acolhedora é de extrema importância, pois esse é o melhor caminho para que essa criança tenha um convívio familiar”, ressaltou o diretor de Asssitência Social de Alpercata, Jorge Júnior.
O superintendente de Proteção Social Especial da Sedese, Cristiano de Andrade, reforça o objetivo da oficina. “Por meio de eventos como esse, o Estado vem apoiando esses municípios, principalmente os de pequeno porte. A ideia é trocar experiências e boas práticas para garantir essa proteção que a gente tanto quer para crianças e adolescentes”, destacou o superintendente.

Família acolhedora
Previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Serviço de Família Acolhedora é uma modalidade de proteção social que direciona crianças e adolescentes afastados temporariamente dos seus núcleos originais, por medida protetiva de segurança, para residências de famílias previamente cadastradas e capacitadas.
Diferente de um processo de adoção, o acolhimento familiar possui um caráter temporário e provisório. A prioridade do modelo é oferecer um ambiente humanizado, seguro e afetuoso, focado no bem-estar físico e emocional da criança ou adolescente, enquanto o poder público trabalha para viabilizar o retorno seguro à família de origem ou, caso isto não seja possível, o encaminhamento para outra medida definitiva.

Para orientar a aplicação correta do investimento repassado às 16 cidades cofinanciadas, a Subsecretaria de Assistência Social (Subas) publicou a Cartilha de Orientações sobre o Cofinanciamento Estadual de Alta Complexidade, documento que esclarece detalhadamente as regras de uso das verbas e as responsabilidades de fiscalização municipal.
Através destas ações articuladas e da realização de capacitações periódicas como a oficina realizada nesta semana, a Sedese reafirma o seu compromisso em oferecer apoio institucional aos municípios, garantindo o pleno desenvolvimento infantojuvenil em ambientes acolhedores em Minas Gerais.
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Fotos Família Acolhedora
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